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Monitores atuais

Ultimamente eu tenho notado que os monitores de LCD estão crescendo e as resoluções diminuindo.

Na época em que os CRT’s ainda eram populares, as pessoas tinham ou monitores de 17″ de resolução 1280×1024 ou tinham aqueles de 14/15″ de 1024×768. O primeiro com formato 5:4 ‘quadradão’ e os outros com 4:3 (um pouco menos ‘quadradão’). Era raro ver qualquer coisa diferente disso.

As primeiras telas finas a ficarem populares foram as de plasma, mas, por conta da dificuldade de fazer pixels pequenos, elas eram comumente de baixa resolução 854×480 – algo que temos em LCDs de celular – e eram enormes (40″, 50″ ou maior). Seu formato é 16:9, que é bem mais esticado que o 4:3.

Em comparação com as TVs CRT de 500 linhas verticais, essas telas de plasma são até boas, mas para usar com um computador não dá muito certo.

Logo após, começaram a surgir monitores de LCD com o formato dos CRTs. Aqueles da Samsung e LG, entre outras, de 17″ e resolução 1280×1024 são ainda bem comuns, mas praticamente não são mais fabricados.

Talvez por causa dos notebooks serem bem mais compridos que largos, painéis de LCD começaram a ficar alongados.

A primeira safra foram dos monitores 15,6″ de resolução 1280×800 (16:10), que tem exatamente a mesma largura do monitor 5:4 de 17″, mas com menos pixels verticais. Para notebooks esse monitores aprecem em tamanhos de 15,6″, 14″ e 13,3″, normalmente.

Praticamente junto da resolução 1280×800, surgiram os monitores de 17″ 1440×900 e um pouco depois os 1680×1050, ambos também 16:10. Essas versões foram destinadas basicamente à monitores de Desktop.

Durante esse tempo, as TVs de Plasma já começaram a apresentar resoluções maiores e passaram a competir com os LCDs que estavam barateando. Apareceu no mercado mais um padrão de resolução que era o 1366×768, um formato 16:9, o mesmo usado no cinema. Ele é um pouco maior que o 720p, que é 1280×720, que também começou a ficar famoso. Ambos são considerados HD (High Definition).

Nas TVs, ainda, surgiu o Full HD (ainda maior que o HD) também conhecido como 1080p e é um formato 16:9 de resolução 1920×1080. Nos monitores surgiu o 1920×1200, que é 16:10 (Normalmente para telas de 22″ e 24″).

Para assistir filmes, nada melhor que ter a tela inteira preenchida com a imagem, sem aquelas barras pretas em cima e embaixo. Já no uso do computador, qualquer quantidade de pixels verticais já ajuda, por causa das barras de programas, título das janelas, barra de abas, barra de ferramentas, etc.


Firefox no Windows 7 em resolução 1280×720. Apenas 540 pixels verticais estão disponíveis para o conteúdo.

Claro que, usando uma tela Full HD, mesmo sendo 16:9, o problema desaparece, mas veja que 1080px verticais são quase os mesmos 1024px dos monitores CRT de 17″.

Mesmo assim, por causa desse apelo do formato de cinema, a nova safra de monitores parece estar seguindo essa tendência. Olhando em sites de compras, praticamente só se vê monitores de 18,5″ (18 é o novo 17) com 1366×768, monitores de 19″ com 1600×900 e monitores de 21,5″ com 1920×1080 de resolução. Todas no formato 16:9.

Para monitores de notebook menores, também começaram a aparecer resoluções como 1280×720 e 1024×576, ambas 16:9, como se alguém comprasse um aparelho com tela de 10″ para assitir filmes.

Mudando de 1024×600 (16:10) para 1024×576 num netbook, você perde 24 pixels, que é exatamente o tamanho de uma barra como a de programas do Windows!

Veja abaixo uma comparação de monitores comuns:

Abaixo uma lista ordenando as resoluções pelo total de megapixels:

É interessante ver como um monitor de CRT antigo de 17″ tem mais pixels que os monitores de 17″ e 18,5″ vendidos atualmente. A diferença é quase inexistente para os monitores de 17″ 1440×900, mas para os de 18,5″ atuais de 1366×768, temos uma grande perda de pixels e mais ainda de espaço vertical.

É claro que existem exceções, mas os monitores estão ficando maiores e as resoluções menores, tudo isso para adaptar as telas ao formato de cinema.

Minha opinião:
Telas alongadas são mais agradáveis, pois nossos olhos estão na horizontal e conseguem captar mais informação sem ter que subir e descer a cabeça. Ao mesmo tempo, temos que conseguir conciliar o problema do espaço vertical disponível.

Para televisão: Não há dúvidas que o formato 16:9 é a melhor opção, desde que os programas exibidos também sejam nesse formato. Eu vejo muita gente com TV Full HD assistindo rede Globo com a imagem 4:3 esticada num telão de 50″ em 16:9.
Para computador: Depende. Entre um monitor 16:10 e um 16:9, primeiro eu escolheria pelo número de pixels e depois pelo formato.

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